Gastronomia de amigos
Wellão
Hoje, voltando da faculdade, eu lembrei de você. Fazia um calor desgraçado, eu estava morrendo de fome e com uma vontade doida de tomar aquela cerveja que você vendia na barraca. Confesso: lembrei antes da Brahma Extra e daquela comidinha que você mandava fazer pra gente. Aquele bifinho, arroz, feijão, farofa… acompanhados daquela Extra geladinha, que você reservava para a gente. Hoje eu dava tudo para comer exatamente aquele prato com aquele acompanhamento. Bateu uma saudade. Lembrei também de como você ralava para administrar, praticamente sozinho, aquele negócio, para no fim do mês ainda pagar arrendamento. Você chegava de manhãzinha e só saía de noite. Um cara trabalhador. Mas a próxima cerveja eu pago, em homenagem à cabana de Coroa Vermelha.
Abração, você é brodásso.
Xandão
Tem noites aqui que não passam nem a pau, cara. Eu leio, fico na Internet, vejo televisão, mas não quero fazer nada disso e acabo deitado olhando pro teto. Eu quero sair do jeito que estou, sentar num barzinho com mesa de plástico e conversar. Tomando aquela Bohemia no Nice’s ou uma Heineken na Galeria. Bate aquela fominha da meia-noite e não dá nem para tomar um caldo de mariscos ou de camarão, com aquela torradinha e os patês… Tenho que ficar no pão com manteiga mesmo. E no leite com Nescau. Aí fazemos do Nice’s uma extensão de casa. E sua casa é uma extensão da casa de todo mundo (mesmo que seu pai não goste). Todo mundo que você conhece já comeu e/ou assistiu filme aí. Você até tira o velho da sala para poder assistir filme com a gente.
Você é meu irmão, cara.
Pedro
E quando lá pelas duas, três da matina, eu deitado numa cama, você na do lado, a gente conversando sobre tudo enquanto o Jô fala bobagem na TV, e resolvemos sair? Assim, sem avisar a ninguém (a gente vai e volta e ninguém nota). Aí vamos no Medinão, que tem aquele lanche baratão, aquela gerente com cara de bunda, os garçons cansados e o chapeiro suando. Tem que lotar de catchup, porque o negócio não tem gosto de nada. Ou então a gente sai só pra tomar uma Heineken, mesmo. No Algo Mais. É tanta opção a poucos quarteirões de casa… Sem medo de assalto. Com pouca grana, fazemos um programa de irmãos. Sem mais ninguém. Sempre passa um conhecido, mas cumprimenta e vai embora. A gente termina nossa Heineken e volta pra casa – para conversar mais um pouco e dormir até meio-dia.
Não adianta você negar, porque a gente é irmão.

31 Outubro 2006 em 9:45 am
E aew Andrezão!! Caralho bixo, eh foda parar pra pensar nessas coisas no meio do dia…
Mais a parte de Porto Seguro q mais bate akela saudade, tirando a dos familiares, e com certeza, as zueiras q faziamos!! Trampava q nem louco, depois, msm sobre xingou e falatórios, ainda pegava a estrada e descia de Coroa pra Porto, soh pra poder sentar no bar e tomar umas com os irmãos… Xandão sempre mto doido, Scotch com as Histórias e vc com as palhaçadas e imitações hilárias… kkkkk
Como se diz, vc eh minha Péda irmão…
Saudades.
2 Novembro 2006 em 7:04 pm
pois é baiano… a saudade dói um tanto, não?!
um grande abraço