
Eis que chega, ainda que de mansinho, meu maior inimigo desde que me mudei para Campinas: o frio. Até que está bem suportável, nesses dias. Continuo usando bermuda e chinelo. Uso, no máximo, mais um cobertor para dormir. Bem diferente das vezes em que cheguei a calçar três meias de uma vez e me cobri com quatro cobertas por cima do lençol. Mesmo o frio não estando ainda a maravilha que tanto agrada alguns, um de seus piores efeitos já começa a ser notado. A ida ao banheiro. O Léo traduziu boa parte da minha aversão ao frio.
Para meu desespero, assim que minhas nádegas tocaram o assento, senti minha espinha congelar. Era como se eu tivesse mergulhado pelado, ao lado de focas e pingüins, nos mares da Antártida. Ali mesmo eu perdi toda a vontade. Aquele momento, antes tão cultuado, não fazia mais o menor sentido pra mim. Claro que existem alternativas, como sentar-se ainda de roupa e esperar que o assento esquente, para, então, ficar como se deve. O problema é que nem sempre há tempo suficiente para caprichos.
Lembro de uma manhã congelante na faculdade, em que o Léo disse algo mais ou menos assim: “Bom pra dormir? Bom é dormir de cueca! Bom pra comer fondue? Bom é comer churrasco com cerva na beira da piscina!” É por essas e outras que eu leio o Naramig.
16 Maio 2007 às 3:04 pm |
Pois é, Bay… Imagino que na Bahia você não tinha esse tipo de problema. Isso é bom lá, né, depois de alguns acarajés, tal…
Que as Terças-Insanas se repitam…
Abrass