Ainda é tempo…

30 setembro 2006

Por uma revolução doce, Cristovam 12, presidente

Eu também acredito numa revolução doce: a da educação.  Não vote no “menos pior”, vote em quem tem princípios, em quem acredita que as pessoas só melhorarão suas vidas pela Educação.

Esse, sim, é o voto da esperança e da honestidade.


TESÃO

29 setembro 2006

Queria ter escrito sobre as eleições, mas, depois do que o Inagaki escreveu, fica difícil acrescentar alguma coisa. Não tenho muito mais a dizer além do fato de que serei MESÁRIO no bendito pleito (olha as “vantagens”: ganho dois dias de folga no trabalho mais auxílio-alimentação – não tenho emprego e estarei a uma quadra da cozinha de casa!).

Por isso vou falar de TESÃO.

Ontem, uma professora ocupou quase todos os minutos que passei na aula exibindo um documentário em curta-metragem. Findo este, ela veio INTERPELAR-ME sobre o que queria dizer a película. Não ficou satisfeita com minha resposta – queria que eu reproduzisse a interpretação DELA. “Provou”, portanto, que eu não havia entendido o conteúdo, já que estava CONVERSANDO.

E estava mesmo. Eu falava justamente do meu objeto de TESÃO há pelo menos uns… três anos: a escrita, especificamente o Jornalismo Literário, indo mais a fundo, o Jornalismo GONZO. A interpretação que ela queria era de que o vídeo falava, veja só, sobre o GOSTAR DO QUE FAZ, o prazer de realizar uma atividade: o tesão (embora não tenha usado este termo).

Se novamente ela quiser me dar uma aula de TESÃO (pelo jornalismo, diga-se), vou mandá-la à merda. Porque justamente agora estou escrevendo um capítulo do meu livro (o tal “Projeto Experimental”) no qual falo especificamente do Jornalismo Gonzo – e como isso me dá tesão! Se ler é algo que dá enorme prazer, se ter escrito qualquer coisa dá prazer, escrever sobre Jornalismo Literário é de um TESÃO que, ainda que longe daquele, é o que mais se aproxima.

O capítulo introdutório estava meio maçante de fazer. Desde agosto estamos trabalhando no bendito e só o deixamos quase pronto agora. Escrever por obrigação é exatamente o oposto de escrever por prazer. Como diz o próprio Hunter Thompson sobre sua mais festejada obra:

A única outra coisa importante a ser dita sobre Medo e Delírio em Las Vegas neste momento é que foi divertido de escrever, e isso é raro – para mim, ao menos, porque sempre considerei escrever o mais odioso tipo de trabalho. Acho que é meio como foder: só é divertido para quem é amador. Putas velhas não ficam dando risadinhas por aí.

Nada é divertido quando você precisa fazer aquilo – muitas e muitas vezes, dia sim e o outro também – para não ser despejado.

Thompson escrevia o livro em momentos que dava uma parada no trabalho que estava fazendo sobre o estranho assassinato de um jornalista. Estava se sentindo pressionado. A viagem para Las Vegas – com o pretexto de cobrir uma corrida de motos – foi uma ótima oportunidade para relaxar e poder conversar com o advogado Oscar Acosta, uma preciosa fonte da reportagem.

Era a diversão dele relatar aqueles dias de loucura, mesmo depois de horas à máquina escrevendo um texto maçante. Talvez tenha sido algo semelhante ao que acontece quando jorro palavras neste blog. Antes de começar o livro, achava que teria de dedicar todo o meu tempo de escrita a ele. Mas o Projeto Experimental, pelo contrário, me deu mais motivação para escrever sobre outras coisas.

Não importa a dor nos tendões e a vista se embaralhando – o início da noite é o momento de dar uma parada e me divertir. Agora o “problema” é justamente o fato de que está ficando divertido escrever o livro. E aí talvez eu não sinta tanta necessidade de escrever para o blog e dedique mais tempo ainda à futura BROCHURA.


Quem não quer uma mamata dessas?

27 setembro 2006

Um deputado recebe atualmente salário bruto de R$ 12.847,20 (36 mínimos). Apesar de estar muito distante da realidade do cidadão comum, o salário de um parlamentar ainda está longe do teto do funcionalismo público (cerca de R$ 24,5 mil), que é quanto ganha um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Porém, a série de regalias oferecidas com dinheiro público aos parlamentares é que costuma incomodar o eleitor. E são elas as maiores responsáveis pela inflação do chamado custo deputado. São R$ 50.815,62 todos os meses para a contratação de assessores de confiança dos parlamentares em seus gabinetes. Com esse dinheiro, podem ser contratados de cinco a 20 funcionários, com salários entre R$ 350 e R$ 6 mil. (Leia mais)Uma mamata dessas, quem não quer? É por isso que tem gente que apela para o bizarro


Essa preunúncia mal dizida que ninguém corrége…


Mas esse nem fala nada…


Sem comentários…


Este aborda vários temas…


Se você acha que já votou demais nos pais dos playboys…

dePUTAda
…ou nos filhos delas

* * * * *  

P.S.1: O texto que abre o post é do Congresso em foco e os vídeos foram indicação do Candidatos Bizarros.

P.S.2: Não deixem de ler o artigo do Inagaki sobre o voto consciente. Ele dá um monte de links para artigos e sites interessantes sobre eleições. Vale a pena.


To enjoy (final): Toda farra tem seu fim

23 setembro 2006

Atualizado em 25/9

Eu sei que uma hora eu vi uma movimentação diferente. As pessoas estavam indo mais pra frente, esticando ainda mais seus pescoços. Só depois de alguns segundos é que eu vi o que acontecia: Rodrigo Amarante estava deitado sobre cabeças e mãos. Ele não deu o popular mosh, simplesmente foi abaixando até se deitar sobre os fãs afoitos. Tirava ruídos da guitarra e se mexia como se estivesse sofrendo uma convulsão. Os seguranças ficaram em polvorosa com a inesperada atitude. Marcelo Camelo teve um ataque de riso – deve ter sido a primeira vez que o Amarante fez aquilo.

O momento alto do show. Porque se eu for falar de músicas, fica difícil. Todas foram cantadas em uníssono pelo público. É claro que O Vento (a minha favorita do 4), O último romance, Paquetá e a “semi-bate-cabeça” Azedume geraram pulos da platéia (aproveitei pra dar um chega-pra-lá num mala que me jogava pra trás toda hora). Mas o setlist de apenas uma hora agradou. Pediu-se A palo seco, não atendido. Anna Júlia e Primavera, só o Renan mesmo que pediu (segundo ele, as duas foram tão pop que agora são indie).

“A flor”, música que fechou a apresentação; filmado pela amiga do Sandrozo

Foi demais. Estou com a voz… estranha (nem rouca nem ausente), de tanto que exigi de minha garganta. Fomos ouvindo a Santíssima Trindade (os três últimos álbuns) na ida e algumas músicas ausentes do show, como Cadê teu suin, na volta. Outro momento memorável da apresentação foi a chuva de confetes e serpentinas em Todo carnaval tem seu fim.

Amarante só confirmou que é “O Cara” da banda. Suas músicas são as melhores, ele tem mais presença de palco, é mais espirituoso, interage mais. Depois desses três dias de farra, uma longa pausa há de vir. Dinheiro, não tenho mais nenhum (dívidas, porém…), mas estou satisfeitíssimo.

******

P.S.1: Não deixe de ver essa animação feita por Ivan Mola para Paquetá (segunda no meu ranking pessoal do 4). Uma excelente interpretação desta levíssima e melódica música (adivinha quem é o compositor…).

P.S.2: No site dos caras dá pra ler as letras e ouvir todas as músicas. Se ainda não conhece o verdadeiro som do Los Hermanos, é uma ótima oportunidade para se livrar da ignorância (que tive até pouco tempo) de que é a banda “que só teve Anna Júlia, mesmo”.


To enjoy (parte II)

22 setembro 2006

Ir a uma festa na Unicamp é uma grande experiência antropológica. No mesmo espaço em que você vê uma menina com o lado direito da cabeça raspado e o esquerdo com uma bela cabeleira lisa e negra, vê hippongas barbudos. Misturados a indies de camisa quadriculada, patricinhas de salto alto e mauricinhos descolados. E no palco não está tocando nem reggae, nem pós-punk, nem música pop, mas um excelente Funk – leia-se aquele som suingado, com bastante metais e um baixo virtuoso.

Foi um programa bem diferente do happy hour da quarta e será bem diferente do show do Los Hermanos hoje. O primeiro programa foi uma ótima reunião de amigos; o segundo também, mas com acesso a tipos pouco vistos em minha programação normal; e hoje, novamente estarei cercado de amigos, mas cantando as músicas que fizeram minha cabeça esse ano. Não é que o som dessishh carióacaishh me conquistou? Um bom final para esses três dias seguidos de festa.


To enjoy

22 setembro 2006

Como diria o grande Jaguar, para evitar ressaca basta se manter bêbado. Por isso que eu vou ali continuar minha jornada etílica, que comecei ontem. Já tomei meu “Enjoy”, uma versão mais barata do “Engov”. Vou desfrutar dos recursos da farmacologia pós-moderna e pós-bebedeira.


Sem ligar o computador

20 setembro 2006

Os oito dias que passei sem computador me obrigaram a passar mais tempo assistindo TV do que normalmente ocorre. Nunca oito dias passaram tão devagar! O único programa que gostei mesmo só passa duas vezes por semana e já está na reta final. O que mais detesto passa todos os dias, no “horário nobre”. E já estão abertas as inscrições para o Big Brother Brasil… Viva a Internet! A seguir, algumas amostras do que eu assisti naqueles dias entediantes.

Programa do Jô
Talvez porque o número de entrevistados possíveis esteja se esgotando depois da entrevista número 10 mil, há um certo tempo, só dois participam do Programa do Jô. E o pior é que o número de blocos continua o mesmo. Dia desses, desliguei a TV quando o apresentador chamou a vinheta para CONTINUAR, no próximo bloco, uma “frutífera” entrevista com Sheila Mello… Ainda bem que, vez ou outra, aparece um daqueles personagens que conseguem falar mais do que o Jô, como uma acreano que, dentre outras pérolas, soltou essa: “No Acre temos quatro estações: verão, calor, quentura e mormaço.”

O Aprendiz 3
Sou daqueles que descobre coisas legais quando estão no fim ou mesmo quando já acabaram. Só nesta terceira edição do Aprendiz é que comecei a assistir. E gostei. Mesmo com aquele clima de RH, de “dinâmica de grupo”, que me traz más recordações. Depois de reprovado em dois processos seletivos nesse estilo, me dá certo arrepio quando vejo pessoas que fizeram algo em equipe terem depois que falar mal do parceiro. Mas o programa é legal (se você deixar de lado a má vontade para com o Justus). E você se sente meio patrão quando concorda com as opiniões do “chefe” sobre as equipes e a execução da atividade.

Concurso de Modelos
Creio que é na Record. É um programa que lembra muito o “Ídolos” na fase legal, em que os jurados achincalhavam alguns candidatos a popstar. Nesse, uma modelo veterana, um cara de língua presa e duas coroas conversam com os candidatos e candidatas a “top model”. No único que eu vi, uma das juradas disse: “Vou ser bem sincera. Você não leva o menor jeito para ser modelo”. Outra: “Normalmente você anda assim, desfilando? Nunca mais chegue para fazer um teste como se estivesse desfilando, entendido?”

Caravana JN
Não bastassem as “crônicas” do Pedro Bial na Copa, agora ele tem, todos os dias, um espaço para mostrar seus textos, que ele deve achar inteligentíssimos. Faz uma literatice, um pastiche, querendo usar uma linguagem literária na TV. Devia assistir mais às matérias do Marcos Uchoa e do Pedro Bassan. A vantagem é que o Casseta & Planeta, que melhorou bastante ultimamente, faz uma sátira impagável do quadro. Dia desses, mesmo.
Borracheiro: “Se não pode pagar, pelo menos deixa o Pedro Miau aí pra limpar o banheiro, porque a situação ta crítica”
Miau (consertando uma câmara de ar): “Peraí, meu amigo. O que eu faço é crônica, não crítica.”