Canção do preguiçoso

29 novembro 2006

Que preguiça desgraçada
Só consigo me espreguiçar
Não há santo, hoje
Que me faça trabalhar

Que preguiça danada
Que vontade de ir embora
O dia todo faço cera
Quando dá 5 eu caio fora

O tempo todo me espreguiço
Toda hora vou beber água
Ir no banheiro, nem te digo
Fora o cafézinho com os amigos

Internet, nem me fale
MSN é sempre online
Orkut, só nos scraps
Só do trabalho tou offline

Poeteiro Baiano
Onde A Vaca Pasta Na Calçada, 29 de novembro do 12º ano do Reinado Fernando Henrique-Lula

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Sexo e futebol

27 novembro 2006

É vergonhosa uma queda de acessos como esta. Só tenho mantido uma freqüência mínima de visitantes aqui porque conto com eles, os Pervertidos do meu Brasil. Sempre chegam por engano, é verdade, mas ao menos me garantem uns pontos no gráfico. Aliás, O estranho mundo do sexo sobre rodas é o texto mais lido até hoje. E no Top 5 está TESÃO, todos os dias. Fico feliz, mas o que eu preciso abordar aqui além de sexo para voltar a ter comentários, visitantes?, e sem citar termos como sexo, perversão, taradas etc.?

Buscas pervertidas

É sintomática a situação

Vou me esforçar mais daqui pra frente, prometo, como prometi para a minha professora de matemática na 5ª, 6ª, 7ª (…) séries.

Ludopédio

* Para que você não perca a viagem vindo até aqui, recomendo textos ótimos de bloguistas idem. Bruno Ribeiro e Alexandre Inagaki fizeram crônicas ludopédicas incríveis sobre o rebaixamento (para a série C!) do Guarani deles. Já eu, estou mais que satisfeito com o meu São Paulo e nem preciso escrever nada sobre isso. É o melhor faz tempo. E fim de papo!

* Uns descem, outros sobem. O Vitória, time de Salvador-BA, subiu (eu disse subiu) para a segunda divisão. Vamos ver se dura muito tempo. Já o Bahia continua na terceirona. É lamentável que equipes que já foram campeãs brasileiras (o Bahia é Bi) cheguem ao fundo do poço do futebol. Se o Bahia não for campeão nem vice no Estado, pode não disputar nem a série C!

* Uma frase do meu amigo Cláudio “Gaúcho” Klippel: “Vamos ter (na terceira divisão) o clássico Brasil de Pelotas e Guarani de Campinas”.

* Brasileiro tem uma criatividade inigualável. Tento não generalizar, mas um povo que consegue transformar a pelada (bába) na praia em esporte reconhecido pela CBF merece respeito. E com a mesma astúcia, esse povo consegue dar um novo nome à manjada “zona”.


Quebrando regras

26 novembro 2006

Estreei no dia 13 de março de 1985, mas, oficialmente, minha chegada a este mundo se deu dois meses depois. Por motivos até hoje desconhecidos, meu pai me registrou como nascido em 13 de maio. Bom, mas para quem cogitou me batizar de Eugênio, até que 60 dias a mais no registro do filho não é grande coisa.

A aversão às regras não parou por aí. Com um ano e pouco de idade, fui morar com a minha avó. Ouvindo meu pai e aquele bando de tios chamando-a de mãe, aprendi a chamá-la assim. Nada mais justo, afinal, foi ela quem me ensinou os valores que persigo até hoje e; percebo agora; foi uma das minhas incentivadoras em ser avesso a algumas regras.

Por exemplo: se eu não quisesse almoçar, ela não forçava a barra. Dizia: “Vou por seu prato no forno, então. Mais tarde você come”. E lá para umas duas da tarde, eu pegava meu prato – frio mesmo – e comia tudo. Minha avó me dava liberdade, mas me dava limites.

Se ela dizia que era hora de tomar banho, eu ia. Não pensava em desobedecer – não que tivesse medo de alguma punição – mas porque, simplesmente, concordava com ela. “Sim, é hora de tomar banho.” Está aí: eu sabia o que podia e não podia; podendo fazer tantas coisas, por que fazer aquelas que minha avó, tão liberal, não deixava?

Ao contrário dos meus colegas, eu não morava na cidade. Meu quintal era uma fazenda inteira, onde andava de bicicleta, brincava com coquinhos, insetos e, claro, minha caixa de brinquedos; comia frutas do pé, subia em casas de cupim, via peão matar cobra venenosa e, de vez em quando, até andava de trator.

Já em Porto Seguro, meu negócio era criar substâncias à base de plantas do jardim, desmontar relógios, colar pedaços de brinquedos e formar outros. Pensava em ser cientista, o que, na minha definição da época, era ser igual ao Professor Pardal.

No Ensino Médio, enquanto todos odiavam Redação, eu adorava. Enquanto achavam a aula de Geografia “errada” da forma como era (porque o professor falava de geopolítica, baseado nas notícias do dia), eu achava mais do que necessária. Eles pensavam em passar no vestibular, eu pensava em ser uma pessoa informada. E quando todos disseram que queriam ser médicos, advogados, eu disse, lá do fundão da sala: quero ser jornalista.

Se ninguém queria saber de mais nada além do vestibular, sequer do que acontecia no país em que viviam, por que iam pensar em seguir essa profissão esquisita? “Ah, tá! Tipo o William Bonner, trabalhar na Globo.” Eu nem lembrava que na TV tinha jornalistas… O que eu queria era que mais pessoas lessem minhas opiniões. Queria que se indignassem como eu me indignava com o governo FHC, com os Estados Unidos, com a industrialização da cultura (na época eu não usava este termo, apenas tinha o KLB como bode expiatório).

Até pouco antes do vestibular, eu achava que minha estréia no “articulismo de aula de Redação” tinha se dado lá pela 8ª série, mas não foi. Quando Ayrton Senna morreu, naquele 1º de maio de 1994, eu fiquei triste. Foi a primeira pessoa querida que saiu da minha vida (eu o considerava assim). A professora pediu uma redação sobre o piloto de Fórmula 1. Fiz uma espécie de rasgação de seda, do tipo que o Fantástico faz – mas a minha foi sincera. A “tia” saiu divulgando pela escola meu texto, como se tivesse achado um gênio entre os alunos.

Eu só tinha fugido às regras da redação escolar! Usei meu repertório – limitado; busquei uma nova linguagem. E até hoje é isso que procuro fazer em tudo que escrevo. Escrever bem, para mim, é o mínimo; é o que qualquer jornalista tem que fazer. Quero, pelo menos, escrever MUITO bem. Buscando, como Truman Capote dizia buscar, a verdadeira arte. É sempre uma busca. Não sou artista e, mesmo que assim me considerassem, teria que continuar à procura da perfeição.

Se me perguntassem, até minutos atrás, porque escolhi o Jornalismo, não teria resposta melhor do que… “Porque gosto de escrever”. Mas agora, relembrando essa minha “trajetória”, além de achar que o Jornalismo é que me escolheu (não o contrário), diria que vim até ele para quebrar regras. Não aquelas sagradas (como era a minha hora de tomar banho), mas aquelas que pedem para ser quebradas, como as do texto “objetivo”, como as da redação de escola, ou a escolha do curso no vestibular.

* * *

Embora eu não tenha gostado deste texto inicialmente, passei a gostar quando ele se tornou o responsável por eu ter sido selecionado para a segunda fase do processo seletivo do Curso Abril de Jornalismo. Ele responde à questão “Quem sou eu e porque escolhi o jornalismo como profissão”. Os felizardos serão conhecidos no dia 8 de dezembro. Quero estar entre eles mais do que quis estar no Curso Estado e na EPTV, minhas experiências anteriores em processos seletivos (em que morri na praia: parei na segunda fase dos dois). Atualmente, eu respiro revistas, e a Editora Abril, com suas 50 publicações, é um meu ideal de trabalho. Tomara que o grande Denis Russo, editor da Super Interessante, que me entrevistou, tenha gostado de mim e, mais do que isso, compreendido que empresa e eu temos a ganhar com minha classificação.


Efeito colateral

21 novembro 2006

Com o fim das eleições, vai-se um blog legal.

Alguém sabe um que zoe o Lula assim, sistematicamente? E de forma tão bem humorada quanto este e sem partir para a agressão? Eu queria ter descoberto um antes das Eleições. Se souber, diga aí nos comentários. A democracia agradece. 🙂


O Repórter e a Heineken

18 novembro 2006

Inquieto em sua cadeira desconfortável, o Repórter não consegue se concentrar. Faz um calor escaldante e a “redação” onde ele trabalha não tem sequer um ventilador. Não tem também Internet no computador em que ele escreve, nem sempre tem um telefone funcionando, uma toalha limpa no banheiro, mas tudo o que lhe incomoda agora é a falta de um ventilador.

A sede do jornal é tão pequena que todos que passam na calçada vêem o Repórter trabalhando. O que só o incomoda agora, pois ele tem vontade de tirar a camiseta. Já tirou os tênis, já arregaçou as calças e levanta e abaixa as vestes superiores em movimentos rápidos para tentar diminuir o calor. Mas pouco adianta.

O Repórter inveja o cão

São quatro da tarde e ele escreveu muito pouco. Com esse calor, provavelmente não vai produzir mais nada, hoje. Dentro do seu ritual para escrever bem está o clima, que tem de estar minimamente agradável. Se a temperatura não é a ideal, há banho frio e ventilador – nos dias quentes; cobertor no colo, casacos e meias – nos frios. Mas aqui não é sua casa. E a produção tem que sair de qualquer jeito.

Pelo menos hoje é dia de pagamento. Está planejando pegar a bufunfa e tomar uma cerveja com um colega que mora ali perto. Depois de pensar um pouco, resolve que vai tomar é um sorvete Prestígio da Nestlé (eu também recomendo) e ir embora o apreciando. Mas e esse chefe que não chega nunca, para que o Repórter mostre sua parca produção dizendo que “só falta dar mais uma revisada” e vá embora, tomar seu sorvete com seu salário…

Enfim o chefe chega. Nada de pagamento hoje. Pede os dados bancários para que deposite o dinheiro depois do feriado… Merda! Só de raiva resolve tomar a cerveja por conta do pagamento, que nem saiu e sabe Deus se vai sair. Chama o colega – não pode ir. Chega seco num posto de gasolina cuja única vantagem é ter Heineken de 600 ml…

O lugar tinha uma vantagem sobre todos os lugares que o Repórter bebeu até hoje na Cidade Grande, pois a Heineken 600 ml está quente.

“Mas eu pensei que só eu tomasse Heineken aqui!”
“Não é isso, é que o freezer quebrou.”
“E você não pôs nenhuma pra gelar!?”
“Não…”

O Repórter, além de privado de companhia e do pagamento, não pode desfrutar de sua cerveja favorita. Tem que se contentar com Stella Artois, long neck, a TRÊS reais. Depois de tomar uma no balcão, resignado, pega a segunda e segue para pegar um dos ônibus da volta. E no longo caminho até em casa, sua ex-editora liga pedindo conselhos profissionais, ele quase passa do ponto de ônibus que sempre desce (deixou o troco para trás), escreve mentalmente, começa a achar a cobradora bonitinha, e lamenta a Heineken não tomada.

É boa, mas não é Heineken

A cidadezinha ficou para trás, grandes desafios o esperam em outro lugar. Mas por enquanto ele se contenta com o emprego no jornalzinho, o pagamento atrasado (se vier) e a Stella Artois long neck. É a vida do Repórter da Cidadezinha.


Cidadezinha

14 novembro 2006

Cidade pequena, ex-distrito, ex-bairro, emancipada há pouco tempo, cidadezinha… Todo mundo conhece pelo menos uma. As cidadezinhas (que alguns moradores chamam carinhosamente de “roça”) muitas vezes são ignoradas pelos próprios munícipes – muitos porque só dormem ali.

Tem cidadezinha que é tão singela que tem pasto no centro. O funcionário público vai todos os dias almoçar no restaurante “sélv serv” da cunhada do tio do vizinho e até cumprimenta as vaquinhas. “Olha como cresceu o bezerrinho…”. Uma cidadezinha pode estar do lado de uma cidade grande, mas normalmente mantém seu provincianismo. Tem lugar em que os vereadores são todos fazendeiros. O “coronelismo democrático”. Aí falam do Noidestê

O vereador “participa” da sessão quinzenal, em mangas de camisa. Não faz um projeto sequer, não faz uma reclamação… Esquenta um pouco a cadeira, vota a favor de tudo que interessa ao prefeito e tchau. Até daqui a quinze dias. Para o gabinete, nem vai – mas a verba chega todo mês. Assessor, porém, não falta. Chama lá a filha de Zé Requenguela, ou o menino de Chico Ruancêra… Está pago o favor para um compadre.

Cidadezinha tem aquela parentada do prefeito trabalhando na repartição. Os amigos de copo são os secretários (os que entendem da área ganham salário de “diretor” para fazer o trabalho do secretário); os cunhados são alguma coisa que nem eles sabem definir. Outra coisa que tem em cidadezinha é assessor de imprensa tosco. Pegam lá o “jornalista” que foi do jornal da situação, que não conseguiria emprego nem de copidesque (ainda existe isso?) e põe lá como “Secretário de Comunicação” ou “Diretor de Imprensa”…

Tão importante é o sujeito que demora duas semanas para escrever um release, e ainda cheio de erros de ortografia, vírgula antes do verbo [O prefeito municipal (vírgula) realizou na noite de ontem (só tem jornal semanal na cidade)], entre outras. E quando você pede uma informação, então? Ah… Está na hora de almoço (três da tarde); não volta mais hoje (meio dia); deu uma saidinha (há duas horas)… Ou simplesmente não sabe mesmo. O repórter que se vire para fazer um jornal com um mínimo de qualidade.

Isso quando não segue a correnteza e aprende a só reproduzir versões oficiais, a não “criar caso” com o poder público e não dar espaço aos vereadores com alguma atuação porque eles “têm motivação política”. A sorte é que, às vezes, há um “publisher” (exaltemos) idealista, que não quer apenas ganhar dinheiro, que faz o possível para pagar certinho o funcionário. E aí pode sair alguma coisa regular. O problema não é o tamanho da cidade, é a mentalidade.

* * *

PRETEXTO PARA FALAR DO MEU LIVRO

O texto acima pode não estar uma maravilha, mas o livro Caminho Iluminado foi exaustivamente reescrito e já tem gente que encomendou o seu. O Júnior, de Ponta Grossa (ui!), no Paraná, foi o primeiro orkuteiro a se interessar e aceitar o preço (uma pechincha). E notícia de última hora: o Carlos Eduardo já aceitou o módico valor e faz questão de pegar (ui, de novo) pessoalmente, no dia 6 de dezembro, às 9h15, na sala 800 (ou 801) do Campus I da PUC-Campinas, o seu exemplar autografado. Menti? Ah, mas o Gusta vai… E o Bruno… bom… Espero que todos estejam lá.


Leia o livro Caminho Iluminado

11 novembro 2006

Estou meio travado para escrever. Já comecei três textos e acho que nenhum deles é digno de publicação. Tenho algumas coisas para dizer, mas não estou com inspiração suficiente para dedicar um post decente a cada uma. Acho que o fator que mais influencia esse cansaço é que terminei a maior empreitada escritiva da minha vida até hoje: meu livro Caminho Iluminado – Trilhando a rota do Jornalismo Gonzo (PUC-Campinas, 158 pág.), sobre o qual o JW já escreveu.

Pode não estar uma obra-prima (e temos assunto para ampliá-lo futuramente), mas é meu. E do Renan (Magalhães), que dividiu esta árdua tarefa comigo. Cheguei a escrever um texto sobre o conteúdo do livro, mas achei muito chato. E esperamos que o livro não seja chato para você. Além de ter sido escrito com muito cuidado, ele é todo ilustrado pelo Sobral, que assina também a capa. O prefácio é do Cardoso.

Formalmente, o trabalho é para concluirmos o curso de Jornalismo da PUC-Campinas, mas acreditamos que é também uma contribuição que damos ao estudo do Jornalismo Literário no Brasil. Expomos nossas idéias do que é realmente o Jornalismo Gonzo e de todo o potencial que tem esta forma de narração e captação do real (até escrevemos reportagens Gonzo no final). Segunda-feira devem estar impressos todos os exemplares. Se você quiser comprar, basta escrever para mim, com o assunto “Quero comprar seu livro”. Faço um precinho camarada.

Em primeira mão, a capa do menino.

capa

* * *

Ouça o disco Tim Maia Racional
Aproveito o post multitemático para indicar um disco. Trata-se de Tim Maia Racional. O Bruno me apresentou ainda no ano passado, mas como na ocasião a Bavaria Premium estava gelada na medida certa, não prestei muita atenção. Só agora, que o Jão me falou desse álbum, e depois de ler uma esclarecedora crítica, é que tomei coragem para baixá-lo. É sensacional! Tem uma sonoridade tão rica… Metais, baixo, guitarras e o vozeirão do Tim numa sintonia… racional. Todas as letras tratam da tal “Cultura Racional”, na qual ele parece acreditar piamente. É a parte para dar risada. Ele diz em todas as músicas: “Leia o livro Universo em Desencanto”, a “bíblia” do negócio. Parece que depois ele se desencantou com a Cultura Racional e renegou o disco até o fim da vida. Talvez por isso que o disco, lançado originalmente em 1974, até hoje não havia tido uma reedição, que saiu esse ano.

* * *

Raízes do Brasil.
A Globo está com uma nova… “campanha”, que aparentemente quer falar da diversidade brasileira. Tem um quadro em que uns infelizes se revezam para falar: “Em São Paulo é mandioca. No Rio é aipim. Na Bahia é macaxeira”. Até minha tia-avó, uma telespectadora passiva típica, ficou indignada. Só se for na casa do desgraçado que disse essa abobrinha que na Bahia alguém chama aipim de macaxeira!

Como baiano legítimo, tenho que explicar: na Bahia existem esses dois tipos de raiz muito semelhantes na aparência, mas bem diferentes no preparo. O que chamamos de mandioca é a que origina a farinha que você come no almoço, com o churrasquinho de gato na calçada. Aipim é aquela que se come cozida ou frita e que em São Paulo chamam de mandioca. Não é a mesma coisa, cara pálida! Se você comer a mandioca cozida ou frita, morre! E não se faz farinha com a “mandioca” que você come cozida. A que se faz farinha é o que chamam por aqui de mandioca venenosa.

Já “macaxeira”, eu não sei se se refere a que se faz farinha ou a que se come cozida e frita, mas acho que é à segunda. O que eu sei é que na Bahia não existe este termo. O que prova que a Globo mandou o infeliz dizer aquilo ou que ele chama qualquer estado do Nordeste de Bahia (como muitos paulistas falam pejorativamente “us baiano”). Em outro(s) estado(s) nordestino(s), que eu não sei dizer com segurança qual é ou quais são, realmente falam em “macaxeira”, mas na Bahia, não!

E fim de papo!