Da redação

31 janeiro 2007

Acabou agora a pouco mais um dia de Curso Abril. Ana Brambilla falou de Jornalismo Colaborativo e fez bem mais sucesso do que se esperava (pelo menos do que eu esperava) Ela falou muito da revista Sou Mais Eu, uma publicação cujas leitoras é que “fazem” o conteúdo. Muitas risadas. Que tal a capa “Peguei meu marido na cama com a babá dos meus filhos”?

Já passaram pelo “nosso” auditório Eurípedes Alcântara, diretor de redação da Veja, Roberto Civita (o dono), Edson Rossi, diretor de redação da Vip e ainda vem mais.

Meus novos colegas (também aqui, aqui, aqui e aqui)

Meu projeto está engatinhando, mas acho que entendi o espírito da coisa e deve dar tudo certo. O Curso é realmente surpreendente. Me fizeram trabalhar num meio em que eu nunca imaginava cair e estou gostando. Não bastasse, diminuí meu preconceito para com certas publicações (calma, não me jogaram na Tititi) e sinto que podem me jogar em qualquer (tá, tirando uma ou outra…) coisa que eu me viro.

Daqui a pouco volto para a minha pousada. Seria muito pouco escrever só algumas linhas para narrar os primeiros dias na outra hospedagem, que apesar de ter o nome “hotel”, é ao mesmo tempo mais e menos do que isso. Confuso? Depois eu conto.

O que mais estou aprendendo aqui é que é vital inovar. E criatividade é tão necessária quanto saber ler. Ah, ter um crachá é super legal também.


Até mais e boa sorte

28 janeiro 2007

Daqui a pouco embarco para São Paulo. Não sei quando volto (espero que no fim de semana, pois só estou levando cinco cuecas), nem quando volto a postar. Amanhã começa um novo ciclo em minha vida e ontem terminou outro. Minha festa de formatura foi perfeita; choramos feito criancinhas; levo as melhores lembranças.

Obrigado à Comissão [com tanta despesa a gente esqueceu de agradecer, mas se não fossem vocês a festa não seria tão criativa (ler abaixo), com tantas surpresas agradabilíssimas].

E obrigado a todos [eu disse TODOS] por me fazerem tão feliz e apaixonado.

Levo as melhores lembranças. E nada de adeus, é até mais e boa sorte. E continuem lendo os jorrrrrrrnaaaaaaaaaaaisssss!!!!!


Uma formatura criativa

27 janeiro 2007

Os não-criativos que me perdoem, mas criatividade é fundamental. A criatividade é um fator de diferenciação pessoal que não tem oponentes à altura. Se fundar uma religião não fosse algo tão pouco criativo, eu criaria uma que cultuasse a criatividade. As pessoas criativas tornam nossas vidas melhores. Não sou afeito a regras justamente porque elas padronizam comportamentos, atitudes e vidas inteiras – resumindo: tolhem a criatividade.

Ontem muita gente se beneficiou da criatividade alheia. Enquanto solenidades de colação de grau são um monte de frases feitas, fizemos a da turma 33 de Jornalismo, matutino, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, PUC-Campinas – como gosta de especificar nosso orador Marcel – um verdadeiro show de criatividade. Comecemos por ele, Marcel, nosso orador, que emocionou até menos chorões – como eu – com seu texto engraçado, mas, cheio boas de lembranças, o obrigou a dar pausas para conter o choro.

Nas homenagens, nada daqueles textos padronizados. O público ouviu Ana Paula, Larissa, Gabriel, Pedrão, Maceió, Marcelas, Lígia, lendo textos próprios (ou adaptados, no caso do xaveco coletivo do colega nordestino ou do “cês são do caralho” do filho do Marcílio), que divertiram principalmente a nós, com as piadas internas, mas manteve o público sorridente/emocionado.

Aí então puseram no telão um “documentário” relembrando festas, churrascos, “Big Brothers”, xavecos e dias comuns (Lígia, o YouTube está pronto para receber esse vídeo). Lágrimas e risadas, novamente. E como o canudo que recebemos é simbólico, porque não por alguma coisa dentro dele? Fiquei incubido da honrosa tarefa de fazer um BAHIANEWS [clique para ler] (o nosso “jornal” oficial) especial, que veio como brinde.

E hoje tem o baile, que tenho certeza será tomado pela criatividade desta turma. Não acho que seja o caso de substituir a valsa por uma lambada, mas que haverá danças diferentes em outros momentos, ah!, isso eu garanto.

Então até mais tarde, meus colegas criativos que tornaram o período de 2003 a 2006 (e esse começo de 2007) o mais feliz da minha vida. Obrigado por tudo, de verdade. Levo as lembranças para ser sempre uma pessoa mais criativa e feliz.


Aproveite enquanto pode

24 janeiro 2007

O tempo passa mais rápido na faculdade. Se você está no primeiro ano de vida acadêmica, não tem noção do que digo. Se está no último – e gostou minimamente do teu curso – sabe exatamente. De uma hora para outra, você está quatro, cinco anos mais velho e tem a impressão de que acabou de chegar no Ensino Superior. Ao mesmo tempo, parece que faz séculos que esteve na escola, que teve aulas de Literatura, Matemática, Química, Biologia, tudo ao mesmo tempo. Com este passar dos anos tão rápido, é provável que muita coisa surja e desapareça sem que você perceba. Com a experiência de estudante do último semestre [agora de recém-formado saudoso], posso listar algumas oportunidades que você não pode perder. Provavelmente vou deixar de citar algumas, mas cada um define suas prioridades. Portanto, aí vão as minhas dicas.

Matar aula
É claro que você chegou até aqui para estudar. Mas é fato que esta é uma fase da vida sem paralelos. Por isso, é essencial que você tenha uma cota de aulas “matadas”. Sim, porque há ótimas festas no meio da semana; há manhãs em que faz um friozinho gostoso; existe ressaca; há semanas em que você quer voltar mais cedo para sua cidade e – para tirar qualquer peso da consciência – existem aulas inúteis às vezes.

Ir a jogos universitários
Não quero saber se você é bom em algum esporte: você vai de qualquer jeito. O fato de serem “jogos” não quer dizer que você tenha que jogar. Vá torcer pelos seus colegas, vá xingar – saudavelmente – o pessoal das outras faculdades. São quatro dias sem pai, mãe, professor, prova, trabalho, horário para comer, para dormir… Se você é… aplicado (não ligue para esse papo de que é “nerd”), pense que é uma ótima oportunidade para recarregar as baterias. Aí, quando voltar, você pode ficar oito horas por dia na biblioteca, combinado?

Conhecer os profissionais da sua área
Você não vai esperar se formar para conhecer os bambambans da sua profissão, não é? Não estou dizendo que você tem que “fazer uma entrevista”, “analisar a obra” da pessoa. Se você é fã, já deve ter feito isso. Mas se não está a fim dessas formalidades, mande um e-mail, encontre-o no Orkut, marque uma visita informal ao lugar de trabalho d’O Cara (ou d’A Mulher) e assista palestras. Vez ou outra, ele está na sua faculdade, em outra aí perto, ou em algum evento e você, pensando no primeiro item deste “guia”, vai jogar bola ou entrar na Internet. Não seja bobo, é bem melhor chegar no mercado sabendo quem são os caras. E num contato desses, quem sabe não consegue um emprego bacana?

Aproveitar os amigos
Este item está contido em pelo menos dois outros desta lista, mas é bom frisá-lo. Às vezes você não está a fim de ir naquele churrasco, quer jogar seu videogame novo e acaba recusando propostas para sair. Não recuse. Vá. Uma boa parte das pessoas que você vê todos os dias vai sumir da tua vida. Elas vão morar em outras cidades, vão se casar, não terão tempo para você. “Ah, mas fulana é minha amiga para sempre.” Ta, mas vai por mim: muita gente vai sumir, e contato só por Orkut e e-mail não chega nem perto do que é a convivência diária. Por isso, não deixe que namorados(as) e outros poréns atrapalhem alguns dos melhores anos da sua vida.

Tem muito mais. Poderia ter incluído aí em cima Iniciação Científica, Estágio, programas de trainee etc., mas, como você é um(a) estudante sério – não importa o quão displicente te considerem – não preciso repetir o que já está cansado de saber. O importante é equilibrar o que é bom para o futuro e o que é bom para o presente – e aí voltamos ao mesmo ponto, pois se você não tiver dias agradáveis agora, mais difícil será com trabalho, contas para pagar e tudo aquilo que ainda podemos fugir por enquanto.

* * *

Como já fiz até juramento e no fim-de-semana vai ter a solenidade e o tão precioso “baile” de formatura, achei que era hora de publicar isso. O texto é de 27 de setembro de 2006 e foi feito sob encomenda de uma amiga, então formanda, que produziu uma revista como trabalho de conclusão de curso. Ela me promete enviar a página em que o texto foi publicado e os créditos da publicação há tempos. Hoje foi o deadline [mesmo que eu não tenha avisado a ela]. Dou mais detalhes em breve [se ela me passar].


Eu vi Papai Noel

22 janeiro 2007

Em Porto Seguro, fumando e de mau humor

Não sou adepto do chamado “jornalismo de celebridades”. Acho que não preciso explicar para o meu leitor os motivos – se é que existe mais algum além de que simplesmente não acho útil nem divertido. Mas nesse verão – mais especificamente na véspera de Natal – me vi praticamente obrigado a fazer uma fofoca.

Na verdade o fato que vou revelar é muito mais um furo jornalístico do que um simples tititi. Quem eu vi na praia de Porto Seguro na véspera de Natal (antes e depois também) foi o personagem mais enigmático para a maioria das crianças do Mundo.

O que tenho a revelar, caro leitor, é que eu vi Papai Noel. Ele estava totalmente à vontade. Não usava sua indumentária de trabalho, tampouco ficava dizendo “ho, ho, ho” e pondo criancinhas no colo. Ele estava em seus dias de descanso – merecidos, já que é aquele o período do ano em que mais trabalha.

Papai Noel em Porto Seguro

A data no canto da foto não me deixa mentir

Tentei uma entrevista. Mas assim que me aproximei, “duendes” de dois metros de altura me pararam. Um pôs a mão no meu peito, me barrando, e disse:

“Ele não quer falar com ninguém. Está muito ansioso com a noite de hoje e está tentado relaxar.”
“Então quer dizer que é ele mesmo?”
“Sim, é Noel.”

Papai Noel em Porto Seguro II

Barriga e os cabelos e barba branca são inconfundíveis

Apesar da minha insistência, os seguranças-duendes não me deixaram sequer me aproximar do bom velhinho. Sorte eu ter tirado essas fotos de longe, de forma que nada puderam fazer para me deter. Se você é uma criança com a imagem de um velhinho perfeito na cabeça, se prepare para o que vou revelar ou simplesmente saia deste blog e vá ler um lindo conto de Natal.

Papai Noel fuma. E o hábito não é recente: seu bigode é amarelado da nicotina. Ele tem uma tatuagem em cada braço, cuja figura não pude identificar. Interlocutores do Velhinho dizem que hoje em dia seu trabalho é bem mais tranqüilo do que era há alguns anos. Ele tem todo um sistema computadorizado de cadastro de crianças que passaram de ano e comem frutas, verduras e legumes e não fazem “maucriação” com os pais – requisitos básicos para serem presenteados por Noel.

Ele comanda unidades de distribuição de presentes em diversas partes do mundo e toda a mão-de-obra – com exceção dos seguranças – é composta por duendes de verdade (que são disciplinados e trabalham em troca de cogumelos).

porto-seguro-2006-2007-058p.JPG

Ele só quer descansar

Apesar das constantes negativas, continuo insistindo numa entrevista com o Bom Velhinho. Creio que agora, que revelei ao mundo sua existência, ele deve se pronunciar. Esta revelação só não foi feita antes porque quis ouvir a parte envolvida. Senhor Papai Noel: o mundo quer sua palavra.

Aguardo retorno.


Das coisas que me fazem lamentar ser um “dinossauro”

21 janeiro 2007

Eu já sonhava em ver iPod, celular e câmera fotográfica juntos, mas Steve Jobs me surpreendeu. O iPhone é o invento mais genial que presenciei, destes que me faz lamentar viver apenas no início de tudo isso. Ainda sou do tempo do 486, do tijorola, do walkman. Ou seja: um dinossauro. Sortudo é quem vai nascer daqui a uns 20 anos.

Pelo menos devo alcançar um iPhone com câmera com zoom óptico (com lentes, não o digital, que faz perder qualidade) e uma capacidade de armazenamento bem maior que os 8 giga atuais.

Vale dar uma olhada no site do “aparelhinho”. Ah! E a Época da semana passada deu capa para ele. Lógico que comprei (a revista!).


Olha a cobra!

17 janeiro 2007

Eu posso não trabalhar numa redação com ar condicionado e belas colegas de trabalho, mas posso encontrar uma matéria sobre a vida selvagem invandindo a cidade. Olha o que eu filmei ontem, a uns 100 metros do lugar onde trabalho. 

Bem vindo à cidadezinha, onde homem e animal vivem em perfeita harmonia.

 P.S.: repare no finalzinho do vídeo, quando uma cobra tenta se enrolar na outra.