Negra Linda

O Pedrão, amigo dos tempos de faculdade (como se fizesse décadas que de parti), músico e, mais recentemente, blogueiro, fez os comentários pertinentes acerca do cunho artístico da Virada Cultural de Campinas. Eu, um ignorante no que toca à música brasileira, posso então me abster de falar do que se ouviu no evento.

Fui no sábado, pensando ir de encontro a uns sambas da velha guarda, ouvir alguns “hits” do meu Windows Media Player, como “As mariposas” e “Saudosa Maloca”, de Adoniran Barbosa. Só na porta da Estação Cultura vim a saber que os shows seriam de Tom Zé e Negra Li. O samba era em outro lugar. Tudo bem, tudo bem… De qualquer forma seria um evento a ser prestigiado, haja vista os diferentes espécimes que vão a esse tipo de festa.

Assim que entramos, dei de cara com duas (belas) meninas se beijando fortemente em meio ao povaréu. Cena linda de se ver. Não satisfeita, uma delas puxou outra moça da rodinha e tascou-lhe outro beijaço demorado. Eu lamentava pelos meus amigos, que tinha perdido de vista e imaginava estarem perdendo o espetáculo. Ledo engano. Os dois se deslocaram para um local onde a vista era bem melhor.

O lugar não estava tão lotado quanto eu esperava. Ainda bem. Depois do no mínimo engraçado show de Tom Zé (sabe a expressão “Mais louco que o Batman”? Já faz um tempo, o Jão implantou em nosso vocabulário uma versão radical desta: “mais louco que o Tom Zé”. Daí você pode ter uma noção da sanidade do sujeito), veio a apresentação de Negra Li.

Sobre a música, reitero: me abstenho de comentários. Mas posso dizer que não consegui tirar os olhos da moça. Li tem uma grande… como se diz… beleza brasileira. É por isso que, desde então, a Fergie que me desculpe, mas eu sou muito mais a Negra Licious!

P.S.1: E para entendidos ou não de música, vale ler a matéria que o Léo publicou em seu blog, sobre os emos brasileiros. Que Lúcio Ribeiro, que nada!

Atualização -22/05, 1h32
P.S.2:
Bem que eu desconfiei dessa Virada. O Bruno conseguiu escrever o seu mais recente melhor texto (é, está sempre superando a marca do momento). Sinta o drama pelo título: “Virada Cultural é o caralho!”. Sai desse blog medíocre e vai ler uma coisa boa!

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2 Responses to Negra Linda

  1. Bruno Ribeiro disse:

    Eu achei a Virada Cultural uma grande bosta, como vc pode ler no meu blog. Não podemos baixar as armas, meu irmão, porque “eles” estão aí, tentando nos dominar culturalmente a cada segundo. Samba? Samba rolou na periferia – está lá no meu blog também. Onde ninguém vai porque tem medo de passar para o outro lado da ponte. E onde eu dancei com muitas Negras Lis, iguais ou melhores do que esta. Lindas de morrer. E que não precisam beijar as amiguinhas na boca para parecerem modernas. São mulheres de verdade, mulheres do samba, do Brasil profundo que insistem em combater, que teimam em tratar como arcaico ou folclórico. É o Brasil que eu conheço e vivo. E onde, sei, a cultura impera sem precisar de viradas e afins. Não fui à Virada Cultural, mas me diverti como nunca me divertiria no show do Tom Zé ou congêneres. Viva o Brasil real, mano!

  2. pedroluts disse:

    Falae, bay!

    valeu pela citação! hehehe…

    vou ler agora o blog do Bruno e ver os ‘contras’ dele para o festival!

    abrasssssssss

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