Eu joguei Wii Sports

26 novembro 2007

A ocasião não era exatamente adequada (ou era, diga você): um churrasco. Pedrão, o anfitrião, ofereceu-me a oportunidade de jogar Nintendo Wii pela primeira vez. Pus a latinha de cerveja num canto e comecei com o tênis. A sensação de bater com a raquete é bem legal. Ganhei com relativa facilidade.

Depois veio o golfe, o mais difícil. Quase impossível usar a mesma força no teste e na tacada pra valer. Não fui muito bem. Encerrei com o boxe e deixei boliche e beisebol para depois. Quando voltei à churrasqueira para pegar outra cerveja, estava suado, como se tivesse lutado de verdade. Os movimentos são bem parecidos: é preciso se defender, desviar dos golpes e, o principal, acertar socos.

Se eu comprar o Wii, mato dois coelhos com uma cajadada: terei um videogame e farei exercícios físicos. Já tenho argumento para os familiares que acharem este um gasto bobo: tudo pela minha saúde. Xô, sedentarismo!


Jantinha

23 novembro 2007

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Como diria Bertoldo Brecha, personagem da Escolinha do Professor Raimundo, “a incurtura é que incenteveia a proleferação da corruptância”.


Sonho de consumo de criança crescida

22 novembro 2007

Apesar do vídeo acima (via Re:Bit), que apresenta a linha RealPlay de jogos para PS2, ainda sinto que preciso comprar um Nintendo Wii. O console cujos controles são sensíveis a movimentos vem despertando o desprezo dos gamemaníacos, que o acham muito “fofinho”. Graças a essa linha lúdica, a Nintendo triplicou o faturamento em 2007. Como? Justamente trazendo o videogame para gente como eu, que quer se divertir sem compromisso, que não está a fim de passar horas preso numa fase, que quer usar o jogo não para se isolar, mas para socializar-se (já me imagino jogando… golfe, no Wii, com amigos e cerveja, depois de um dia de trabalho).

Meu game favorito ainda é Super Mario World, do Super Nes (que outro jogo geraria um tributo desse?), justamente por seu caráter divertido, seu visual engraçado. É por essas e outras que meu sonho de consumo é Super Mario Galaxy, “o melhor jogo de todos os tempos“. Tente não ficar com vontade de jogar.


A saudade dos outros

18 novembro 2007

Pegadas na neve no pôr do sol 

A gente vai embora e pensa que nada vai mudar com a nossa ausência. Algumas pequenas adaptações na casa, menos uma boca para comer, mais uma cama livre, mas nada substancial. Porto Seguro é a mesma sem mim. Não tinha nada a contribuir com a cidade, fui embora sem hesitar. Do pessoal da escola, quase ninguém ficou por lá. Vão ver os pais nas férias, reencontrar os amigos e voltam para suas vidas. Minha família vive muito bem sem mim.

Quando chego, ainda encontro o amigo que, depois que terminou a escola, em 2002, permanece de férias. Os amigos que fiz por lá depois que mudei para Campinas seriam meus amigos hoje, da mesma forma, se eu não tivesse vindo embora. Tudo continua como deixei: turistas barulhentos, comércio decadente e gente que volta para sua terra depois da aventura fracassada no sul da Bahia.

Em Campinas, eu achava que tudo havia permanecido como deixei. A galera do fundão, da faculdade, correspondeu às minhas expectativas e está na ativa, construindo uma imprensa melhor na região. (Lembro da frase de um importante jornalista da cidade, durante um concorrido processo seletivo para estágio em sua emissora: “A turma do fundão costuma ser a mais criativa”.) Mas eu fiz falta a pelo menos uma pessoa.

Fui embora para São Paulo, estou curtindo minha independência financeira, achando que não devo nada a ninguém, quando me dou conta de que alguém ainda precisa de mim. Minha tia-avó, 85 anos, com quem morei nesses quatro anos em Campinas, ficou muito triste com minha partida (mesmo com as freqüentes visitas) e ficou de cama. Os médicos nada diagnosticaram de físico: é puramente emocional.

A gente vai embora, mas nem sempre pode deixar tudo para trás. E não podemos voltar apenas para curtir, para rever os amigos, para organizar churrascos como os dos velhos tempos. Às vezes tem gente que simplesmente precisa de nós, muito mais do que de qualquer outra coisa. É preciso levar em conta não só a nossa, mas a saudade dos outros.


Na página 161 (ou qualquer outra)

17 novembro 2007

“A praça da grelha é o inferno. Você fica cinco minutos e pensa: era isto que Dante tinha em mente. É um canto escuro e quente – mais quente do que qualquer outro ponto da cozinha; mais quente do qualquer outro lugar em sua vida.”

Eis o inicio do capítulo 9, página 111, de Calor – Aventuras de um cozinheiro amador como escravo da cozinha de um restaurante famoso, fazedor de macarrão e aprendiz de açougueiro na Toscana, de Bill Buford. O Léo me passou a brincadeira de abrir o livro mais próximo na página 161 (ou qualquer outra) e transcrever a quinta frase (ou qualquer outra) no respectivo blog.

Quem passou para ele tinha recebido do Carlos Moura, que o Léo não conhece, mas eu conheço – veja só. E quando vou no blog do Carlos, adivinha a quem ele passa? Este mesmo que vos escreve. Foi mal, andei ausente de todos os blogs ultimamente. Nada como uma correntizinha blogueira para quebrar o gelo.

Agora tenho de passar para outros blogueiros que leiam meu blog – seria mais fácil se o Léo não tivesse passado para algumas das minhas escolhas mais óbvias. Embora já tenha participado de brincadeira muito semelhante, passo a bola para Bruno, Stress Girl e Silvia. Pedro, Valéria, Camila, Carol, Mafê, Rapha, Hugo, Verena e quem mais quiser participar podem escrever nos comentários – eu deixo.


Pura gratidão

16 novembro 2007

É por puro respeito ao Sai de Baixo, principalmente ao Miguel Falabella, que ainda me arrisco a assistir o tal do Toma lá, dá cá, da Globo. Gente que fez cenas como essas acima tem crédito comigo. Mas paciência tem limite. A nova sitcom simplesmente não tem um roteiro com início, meio e fim. É um quebra-cabeças que, quando montado, não forma coisa alguma. Uma compilação de piadas que não se interligam.

Tem a empregada de Pato Branco que termina tudo com um “daí”, tem o bordão do Falabella (“Mau-caráter!”), mas ainda está longe de ser o que foi o Sai de Baixo em seu auge. Terça-feira darei a última chance a eles, até porque, tenho muitos DVDs de Lost para assistir (é, também me rendi à série. Minha recomendação para quem não conhece: pense bem antes de começar a ver, pois o mistério vai até 2010. E é totalmente viciante).


Testes

13 novembro 2007

André Julião, blogueiro, solteiro e funcionário promissor

Amiguinhos, a tecnologia é impressionante. Neste momento faço o primeiro post do meu notebook recém-comprado. Agora não tenho mais desculpas para não atualizar isso aqui. Ainda há alguns poréns, como o fato de não haver uma tomada apropriada e eu estar à disposição da bateria, que não deve durar muito mais

Estou usando internet sem-fio que não é minha, simplesmente conectei aqui, ciente de que não é segura. Também não sei como por interrogação (calma, não é um Mac), mas veja só, já usei a câmera embutida (boa como a câmera do meu novo celular – é, me rendi ao wap, ao bluetooth…). Aguarde, em breve volto com tudo.

PS: Esse “mouse” é muito esquisito.