Balanço 2007 na Cardeal, com Original

Rua Cardeal Arcoverde à noite

A Cardeal com efeitos de uma câmera ordinária de celular

Três dias sem um post, mas é que eu estava esperando a raiva passar. No penúltimo dia de trabalho, antes do recesso de fim de ano, fico sabendo que terei de trabalhar no dia 1º de janeiro (!!). Foi preciso ouvir muitas histórias de gente que vai trabalhar no Natal e no Reveillón, nesta última e na primeira semana do ano, para conseguir engolir a seco a situação.

O Hugo e o Rapha, que moram comigo, são outros dos bravos jornalistas que vão “abrir mão” (como se houvesse opção) das festividades de fim de ano para garantir o fornecimento de notícias para os brasileiros, ávidos por informações da Corrida de São Silvestre e de tudo mais que acontece neste movimentado período do ano.

Por isso que, ontem, eu e Hugo nos presenteamos com a presença um do outro, em um de nossos lugares favoritos: o bar (O Rapha já tinha zarpado). A prosa rendeu, das quatro da tarde até as nove da noite. Isso porque deu fome e resolvemos apreciar o tempero do China in Box em casa.

cardeal-11.jpg

Baixou um Ralph Steadman na câmera

Fizemos um balanço do ano de 2007 em nossas vidas. A Rua Cardeal Arcoverde nos proporcionou a trilha sonora (buzinas e motores), o cemitério da mesma rua nos deu a paisagem (árvores em meio ao cimento) e a noite e as câmeras de celular renderam as fotos deste post (prometo trazer umas mais azuis da Bahia).

O ano foi bom, não há dúvida. Daqueles que marcam uma transição em nossas vidas e, conseqüentemente, em nossas cabeças. Que outro ano foi este? 2003: primeiro ano de faculdade, a cidade pequena fica para trás, vem a faculdade e a metrópole. E agora, 2007: sai a cidade grande, vem a cidade imensa, São Paulo; acaba a faculdade, vem o mercado de trabalho, a independência financeira e, ainda neste mesmo ano, o fim do deslumbramento.

Hugo em cores invertidas

Hugo, em cores invertidas, mas com idéias corretas

Sobre São Paulo, continuo sem opinião formada (o Hugo está convicto de que gosta). Talvez eu goste, só não tenha certeza. É certo que em nenhum outro lugar eu poderia levar a vida que levo. Lembrei de Tom Jobim, que teria dito uma vez: “Viver nos Estados Unidos é ótimo, mas é uma merda. Viver no Brasil é uma merda, mas é ótimo.”. É a minha definição de viver em São Paulo. Mesmo havendo outras cidades que eu adore, aqui é o meu lugar.

Que 2008 seja a mesma “merda”.

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