O mar

 Weymouth beach looking towards Preston beach, the wet sand makes a great reflection for the fluffy clouds

Fui ver o mar. E mesmo tanto tempo distantes, ele me recebeu como sempre: de braços abertos. Sabe que o amo incondicionalmente; que a distância é uma questão de circunstância; que me dói deixá-lo – mas, acima de tudo, sabe que, se dele eu vim, a ele voltarei. Frio ou morno, a temperatura não indica o temperamento. Agitado ou calmo, sabe que vou invadí-lo. Mesmo que volte cheio de areia em minhas entranhas, zonzo pelo choque das ondas na minha cabeça, ofegante após uma verdadeira luta contra seu balanço violento, eu estarei lá. E é por isso que ele também me ama. Sabe que nada nos impede de nos fundirmos, que dedos enrugados não são um sinal para partir, que viver é recompensador tendo ele ao alcance. Salgado, cheio de altos e baixos, perigoso, mas prazeroso. Como a vida. Amo a vida porque entendo o mar.

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One Response to O mar

  1. Eu adooooooooooooooooreeeeeeei o texto, só isso mesmo. Rs.
    Cara, seu blog CONCERTEZA é o melhor 😉

    Paz de Jah.

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