Quase famosos

20 outubro 2008

A meteórica trajetória da banda que levou o heavy metal à cidade do axé

O encontro
Um dia chegou à porta da nossa casa o carinha que era amigo do meu primo. Carregava uma guitarra “nua” – fora de qualquer case, embalagem ou bolsa – e uma caixa de som cinza, com cara de velha. Apesar de ser apenas um ano mais novo que eu, era de Pedro, três anos mais novo que ele, que Bernardo era amigo. É uma diferença considerável quando se está nas faixa dos 13 aos 17 anos.

Bernardo era conhecido pela sua habilidade no videogame. Mas depois de pegar numa guitarra pela primeira vez, os jogos eletrônicos seriam parte do passado. Eu e Pedro começávamos a descobrir o som do Iron Maiden e do Black Sabbath – pelo caminho mais improvável: o tio fã de MPB tinha, em meio a Chico Buarque e Novos Baianos, um ao vivo e um tributo aos ingleses do heavy metal (expressão que, até este texto, eu escrevia apenas com iniciais maiúsculas).

O futuro guitar hero de Porto Seguro queria tocar aquela stratocaster de marca desconhecida, mas não tinha em mente o som que queria fazer. Foi aí que eu e Pedro entramos na história. Eu havia rompido com o piano depois de oito anos me arrastando para aulas que ninguém me obrigava a fazer, mas que eu insistia em continuar. Até hoje não sei por que. Depois de arranhar um Raimundos no violão, eu queria a guitarra. E logo ela viria.

O baterista estava engatilhado, mesmo tendo pura e simplesmente uma convicção de que tocaria bateria muito facilmente porque conseguia fazer um ritmo “muito massa” batucando na geladeira. Ele até mostraria uma gravação, nada convincente, para comprovar.

Depois que ganhei a guitarra e comprei um amplificador – que carreguei em alguns ônibus entre Eunápolis e Porto Seguro – com o dinheiro da poupança, Xandão se fez baterista quando o pai comprou o instrumento do professor de bateria. Claro que, depois que tinha o principal, Xandão dispensaria as aulas.

Bernardo ia passar férias e feriados na casa da avó, em Vitória da Conquista, justamente quanto tínhamos mais tempo para ensaiar – ou ainda menos o que fazer. Mas estas viagens foram fudamentais para o sucesso da banda: tendo ainda mais tempo ocioso na árida cidade do sudoeste baiano, ele se dedicava integralmente ao estudo dos solos e riffs dos nossos dois únicos CDs de heavy metal – aqueles do meu tio. Graças a isso, a maior parte do nosso repertório viria de Real Live One, do Iron Maiden, e Nativity in Black: A Tribute to Black Sabbath.

Mesmo sem baixista e vocalista, nos considerávamos uma banda. E tivemos certeza de que não éramos ignorados pelo mundo quando tivemos nosso primeiro rito de passagem.

O estrelato
Um dia o pai de Xandão, nervoso com a simples possibilidade dos vizinhos reclamarem do barulho, desligou a chave de eletricidade do nosso “estúdio”: o quarto de um apartamento sobre a casa, onde tentávamos isolar o som cercados por uma parede de colchões.

No dia seguinte, nos mudamos – com amplificadores, pratos, cordas enferrujadas e equipamentos emprestados – para a casa de Bernardo. Quando tocava o telefone ou alguém nos chamava no portão, a outra avó do nosso guitar hero batia com o cabo da vassoura sob nosso chão. Só assim para ouvirmos alguma coisa em meio àquela maçaroca sonora de guitarras distorcidas e bateria.

A maçaroca, porém, começava a ficar redonda e a gerar comentários. Logo a banda de grunge local, que até então não nos levava muito a sério, começou a dar umas passadinhas nos ensaios. O mesmo aconteceu com um monte de gente que eu não conhecia, mas que entrava no quartinho quente e apertado pelo simples fato de conhecer alguém que conhecia Bernardo. Algumas vezes, porém, ninguém da banda sabia de onde vinha o visitante.

Depois de inúmeras audições de vocalistas – nenhum sabia nada de heavy metal, claro – resolvemos reconsiderar o teste de um deles. João Paulo era colega de classe de Bernardo e tinha gosto musical ignorado. Mas um dia achamos que ele conseguiu cantar todas as músicas muito bem. E ele foi admitido.

Os baixistas se revezariam – Patrick, baterista da banda grunge local, ficou impressionado quando conseguiu tirar uns trocados na primeira participação que fez conosco, tocando baixo, numa pizzaria em Arraial D’Ajuda. De todas as vezes que havia tocado com sua banda, não tinha ganho um tostão.

Em se tratando de Porto Seguro, é lógico que, na maioria das vezes, praticamente pagamos para tocar. Nossa recompensa vinha em forma de coros quando tocávamos Fear of the dark, em rodas de “bate-cabeça” quando Xandão batia rápido na caixa em Be quick or be dead, e em apertos de mão no final do show, quando um desconhecido praticamente agradecia por tocarmos heavy metal em pleno sul da Bahia. Havia algumas groupies também, mas a maioria ficava com o vocalista.

O auge
Contávamos com uma equipe de apoio sem precedentes. Tínhamos uma Ford Explorer ou uma Chevrolet S-10 para levar o equipamento – dependendo de qual dos dois irmãos de Xandão dirigisse. E sempre havia um braço amigo para ajudar a carregar amplificadores e guitarras.

Um dia fomos tocar no espaço alternativo de uma das baladas da cidade. Na preparação do local – que estava sujo e fedia a xixi –, à tarde, resolvemos abrir uma porta lateral para arejar o ambiente. Qual não foi nossa surpresa quando dois rottweilers gigantes saíram por ali e começaram a latir para nós. Pânico. O irmão de Xandão, de cima duma caixa, tentava domar os bichos:

“Satã! Entra Satã!”
“Como você sabe o nome dele?”
“Sei lá, um bichão desse deve ter um nome assim…”

Consegui sair de fininho para avisar um funcionário da casa sobre os cachorros. Quando soube que estavam soltos, o homem arregalou os olhos, se pôs a correr e a avisar os colegas, que fizeram o mesmo. Quando a notícia chegou a um dos donos, ele pôs os monstros, do tamanho de bezerros, para dentro – com apenas um grito.

À noite, show memorável. A enorme quantidade de pessoas que pusemos para dentro de graça teria sido uma ótima desculpa para nosso contratante não nos pagar – isso se tivéssemos conseguido falar com ele depois. Pelo menos metade dos que viram nosso espetáculo não pagou para entrar.

O absurdo chegou ao ponto de, quando dissemos que um amigo pagodeiro era o baixista da banda, o segurança disse: “Porra, mas quantos baixistas tem essa banda? Já entraram uns três!” Nem Ray Charles & The Count Basie Orchestra teria tantos músicos.

O legado
Ao contrário das outras grandes bandas de rock, a nossa não terminou tragicamente, nem por causa de brigas. Nós simplesmente crescemos. O Teratos (lê-se Tératos) – nome surgido numa aula de geografia – foi uma revolução pessoal de garotos que não suportavam o esterótipo de uma cidade. Que queriam uma opção de lazer não relacionada ao entretenimento para turistas.

Ninguém era cabeludo nem tatuado, ninguém falava inglês (a não ser Bernardo, que naquele ano pulou todos os níveis do curso e começou a bolar letras medievais), mas todos queriam se afirmar de alguma forma. Me toquei que, se algo que gostava tanto ainda não me preenchia, eu tinha mesmo era de sair dali. Vim fazer minha faculdade e aqui me encontrei.

Quando voltei, de férias, Pedro tinha sua própria banda de heavy metal. Ele era cabeludo e só usava roupa preta. Um monte de adolescentes que eu não conhecia ouvira falar do Tératos e do gênio endiabrado da guitarra, Bernardo – que estava pegando todas as menininhas. Havia a chamada “galera do rock”. Claro, não era feita de fãs do Teratos, mas eu sentia uma pontinha de orgulho por tudo aquilo.

Bernardo chegou a dizer que tinha parado de tocar guitarra: hoje se dedica a programação de computadores e mora em Recife, com a namorada. Porém, um vídeo enviado pelo próprio para Kinho, nosso último baixista, meio que em segredo, mostra o guitar hero baiano fritando as cordas ainda mais rápido do que antes.

Xandão continua em Porto Seguro, ainda buscando seu caminho. Eu estou aqui, fazendo o que eu acho que sei fazer melhor do que tocar minha guitarra – que acabei vendendo por uma ninharia e nunca mais voltei a cogitar. Meu instrumento agora é o teclado. Do computador. E sou mais feliz do que um rock star.


Porque eu gosto de São Paulo

29 dezembro 2007
Praia de Trancoso, Bahia

Gosto de céu também…

Trancoso é o lugar mais lindo que eu conheço. Não tenho muitas milhas rodadas para poder dizer que é o mais lindo entre todos do mundo. Mas, certamente, é o mais bonito entre os poucos que pus os pés. E mesmo que encontre outro lugar cuja simples visão seja melhor, creio que será difícil encontrar outro em que eu me sinta tão bem.

Assim que piso naquela terra, sinto uma comunhão entre mim e ela (uma coisa meio John Locke e “The Island”, na série Lost). Isso ainda antes de chegar à praia, esta sim, o melhor lugar no melhor lugar do mundo. Porque, para mim, não existe lugar que eu goste mais do que praia. Se a de Trancoso é a minha favorita, logo, a praia de Trancoso é o melhor lugar para estar.

Praia de Trancoso, Bahia

Cachorrinho feliz

Esqueço tudo. Limpo minha mente. Me concentro, sem nenhum esforço, apenas na vista e no som do mar. Vale qualquer esforço, qualquer sacrifício. Só quando me afastei da praia foi que entendi sua importância em minha vida. Não gosto da praia porque tem gente, porque “rola azaração”, nada disso. Gosto do mar. Puro e simples. Quanto menos gente, melhor.

Quando olho aquele mar azul de Trancoso, voltar para ele passa a ser a única razão para eu trabalhar o ano inteiro, morar em São Paulo, suportar diariamente aquela poluição do ar, visual e sonora. Todo o resto – ascensão social, sucesso profissional, prestígio – passa a ser apenas uma resposta pronta, uma justificativa apenas para as pessoas que não comungam com o mar.

Mirante em Trancoso

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!!!

Amanhã volto para o purgatório chamado São Paulo – o mal necessário em minha vida. Nunca minhas “férias” foram tão boas, mesmo passando apenas uma semana aqui. Esses poucos – mas intensos – dias me fizeram enxergar um mundo muito mais calmo, onde a razão para se estar num lugar é simplesmente estar neste lugar.

Vou continuar voltando para cá. Não mais por Porto Seguro, mas por Trancoso. Posso continuar não conhecendo muitos lugares, continuar a ser um cara pouco viajado. Mas para quem comunga com um lugar, não é preciso muitos outros além dos lugares opostos.

Eu gosto de São Paulo porque ela me faz ver como gosto de Trancoso. E vice-versa.


Trancoso é azul

27 dezembro 2007

Praia de Trancoso, Porto Seguro, Bahia

Um tostão do que foi a minha quarta-feira. O sol estava tinindo, o mar, azul, a cerveja, gelada. As piscinas naturais tinham peixinhos e água quente. A cada dez mulheres, nove eram lindas (lindas!). Nada de ambulantes, nada de pressa. Simplesmente perfeito.


Missão Natal

24 dezembro 2007

Papai Noel em Porto Seguro, na véspera do Natal de 2006

Escrevo este post em cima da hora. Sério: estou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, numa conexão wi fi, na sala de embarque, em frente ao portão 21A. Acabo de ser avisado pelo meu notebok que a conexão está no nível “excelente”. Meu vôo não está atrasado, cheguei cedo mesmo. Parto às 17h30 (são 15h55), para Porto Seguro, com uma misão.

Não estou indo à passeio. Vou em busca da reportagem da minha vida. Aquela que vai mudar o significado do Natal para todos: vou tentar entrevistar Papai Noel. No ano passado, quase pego o velho mais rico do mundo, mas, cercado por um forte esquema de segurança, não permitiu que me aproximasse em seu momento de lazer.

Mas, este ano, ele não me escapa. E o Esso e o Pulitzer serão o mínimo para mim. Os prêmios vão mudar de nome para Prêmio Julião de Jornalismo. Quem viver, verá!

Aeroporto de Guarulhos, avião da GOL

Minha visão da sala de embarque: este GOL acaba de voar para Salvador

* * *

PS: Um feliz Natal para todos, ainda na forma tradicional. No ano que vem, pode ser tudo bem diferente.


Abstinência de praia

19 dezembro 2007


Ouça estes sons enquanto lê este post e me dê razão

Se dezembro chega e ainda estou em solo bandeirante, os sintomas começam a se manifestar. Eles vêm de repente, numa explosão de mau humor que só tem um tratamento: uma viagem a Porto Seguro. Meu corpo ainda não está preparado para agüentar um ano sem água salgada, areia fofa e o som das ondas.

Por isso, a esta altura do ano, começo a ter espasmos de radicalismo (“É preciso pôr fim a todos os carros!”), passo a questionar seriamente os rumos da minha carreira (Onde estarei daqui a 10 anos neste ritmo?”), tenho certeza de uma incompetência nata (“Sou um jornalista medíocre, mas sou pior do que todos os jornalistas medíocres porque tenho consciência da minha mediocridade e simplesmente me conformo com isso.”).

Embora você possa concordar com tudo isso o ano inteiro, logo eu estarei relativizando e tomando consciência de que a vida é boa e cheia de possibilidades, seguindo o mantra do Inagaki. Se estou me enganando, prefiro a ignorância, ora. E dá licença que ainda tem Heineken na geladeira (entendeu agora o tal contexto do post anterior?).

Mas tudo isso não elimina o fato de que preciso, de verdade, de praia, neste momento. Agora. Como a vida é boa e… consegui, mesmo recém-contratado, um recesso de uma semana. E, é lógico, óbvio, claro como água (não a do Tietê nem a do Pinheiros) que vou para minha terra. Não fazer nada quando estiver em casa, apreciar o mar e me fundir com ele quando estiver na praia e me entupir de comidinhas à base de mariscos e cerveja gelada quando estiver no bar, um onde a dona me chame pelo nome.

Isso é vida. Todo o resto é uma ilusão, uma doce mentira que repetimos todos os dias para nós mesmos… Mas talvez eu já esteja me entorpecendo com os efeitos da praia, começando a não mais relativizar nada e esquecendo que chega uma hora nas férias em que vou enjoar de tudo e querer apenas voltar para a poluição, o trânsito, o trabalho. Onde a maior felicidade será passar um dia inteiro no meu apartamento alugado e achar isso mais divertido porque quem paga o aluguel sou eu.

Não preciso de muito para ser feliz.


Eu vi Papai Noel

22 janeiro 2007

Em Porto Seguro, fumando e de mau humor

Não sou adepto do chamado “jornalismo de celebridades”. Acho que não preciso explicar para o meu leitor os motivos – se é que existe mais algum além de que simplesmente não acho útil nem divertido. Mas nesse verão – mais especificamente na véspera de Natal – me vi praticamente obrigado a fazer uma fofoca.

Na verdade o fato que vou revelar é muito mais um furo jornalístico do que um simples tititi. Quem eu vi na praia de Porto Seguro na véspera de Natal (antes e depois também) foi o personagem mais enigmático para a maioria das crianças do Mundo.

O que tenho a revelar, caro leitor, é que eu vi Papai Noel. Ele estava totalmente à vontade. Não usava sua indumentária de trabalho, tampouco ficava dizendo “ho, ho, ho” e pondo criancinhas no colo. Ele estava em seus dias de descanso – merecidos, já que é aquele o período do ano em que mais trabalha.

Papai Noel em Porto Seguro

A data no canto da foto não me deixa mentir

Tentei uma entrevista. Mas assim que me aproximei, “duendes” de dois metros de altura me pararam. Um pôs a mão no meu peito, me barrando, e disse:

“Ele não quer falar com ninguém. Está muito ansioso com a noite de hoje e está tentado relaxar.”
“Então quer dizer que é ele mesmo?”
“Sim, é Noel.”

Papai Noel em Porto Seguro II

Barriga e os cabelos e barba branca são inconfundíveis

Apesar da minha insistência, os seguranças-duendes não me deixaram sequer me aproximar do bom velhinho. Sorte eu ter tirado essas fotos de longe, de forma que nada puderam fazer para me deter. Se você é uma criança com a imagem de um velhinho perfeito na cabeça, se prepare para o que vou revelar ou simplesmente saia deste blog e vá ler um lindo conto de Natal.

Papai Noel fuma. E o hábito não é recente: seu bigode é amarelado da nicotina. Ele tem uma tatuagem em cada braço, cuja figura não pude identificar. Interlocutores do Velhinho dizem que hoje em dia seu trabalho é bem mais tranqüilo do que era há alguns anos. Ele tem todo um sistema computadorizado de cadastro de crianças que passaram de ano e comem frutas, verduras e legumes e não fazem “maucriação” com os pais – requisitos básicos para serem presenteados por Noel.

Ele comanda unidades de distribuição de presentes em diversas partes do mundo e toda a mão-de-obra – com exceção dos seguranças – é composta por duendes de verdade (que são disciplinados e trabalham em troca de cogumelos).

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Ele só quer descansar

Apesar das constantes negativas, continuo insistindo numa entrevista com o Bom Velhinho. Creio que agora, que revelei ao mundo sua existência, ele deve se pronunciar. Esta revelação só não foi feita antes porque quis ouvir a parte envolvida. Senhor Papai Noel: o mundo quer sua palavra.

Aguardo retorno.


Presentes

22 dezembro 2006

O Natal está próximo e ainda não recebi nenhum dos presentes que pedi. Não interessa: eram todos bens materiais e esse fim de ano já está sendo generoso o bastante. O que ganhei não pode ser medido em dinheiro.

Não tenho um emprego de verdade, tenho dívidas para algum tempo (ê, formatura!), mas acredito que tudo se resolverá. Reclamar do que? Estou em Porto Seguro e só não digo sossegado porque minha casa está lotada de parentes. E ainda vem mais para o Reveillon. Houve tempos em que o jardim ficava cheio de carros e aparecia até mesmo gente desconhecida para a ceia. O que importava para mim é que tinha mais crianças para brincar de esconde-esconde.

Hoje nem crianças tem mais.

Mas o que me dá mais nostalgia não é isso. A saudade é de um tempo mais recente, em que saía para as festas e bares e não tinha tantos bandidos em busca de vítimas para assaltar. Estão em todos os lugares e não se vê nenhum policial. Todo mundo já visitou Porto Seguro, não há nada diferente que os atraia novamente e ainda não tem o básico, que é segurança.

Mas vamos levando. Apesar de um ex-prefeito corrupto dar sinais de que voltará, pode ser que um dia tenhamos um administrador decente. Espero que nenhum estrague ainda mais as festas de fim de ano dos portossegurenses.